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LIVRO A BOLSA AMARELA - LIGIA FAGUNDES BAIXAR

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postado por Aurelia

LIVRO A BOLSA AMARELA - LIGIA FAGUNDES BAIXAR

| Livros

    Contents
  1. Lygia Bojunga Nunes - A Bolsa Amarela
  2. Revista Crescer | Abraços Dobrados
  3. Chimamanda Ngozi Adichie
  4. livro a bolsa amarela lygia

A Bolsa amarela Lygia Bojunga Nunes Editora AGIR Rio de Janeiro Nota da orelha do livro Depois de Os Colegas e Angélica, cujas. Livro Lygia Bojunga Bolsa Amarela + Meu Amigo Pintor Novo L2. R$ 6x R$ 8 . Livro - As Meninas - Lygia Fagundes Telles Capa Dura. Usado - São Paulo. importantes de uma de suas narrativas, A Bolsa Amarela, que trata dos problemas domínio da literatura infantil, já que segundo a escritora, os generais não liam livros . Tal, as autoras Lygia Fagundes Telles, Cecília Meirelles, Rachel.

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Eu me tornei um freelancer Leia mais. Empreendedorismo nato ou desenvolvido? Pelos dois fragmentos anteriormente selecionados, vê-se que Bojunga escreve tecendo sempre uma outra estória nas entrelinhas do enredo. Todo o mundo apostava nele. Penteado, publicou os livros abaixo: J. Resolveu o problema. Carta, romancinho, telegrama, o que me dava na cabea.

Livro Lygia Bojunga Bolsa Amarela + Meu Amigo Pintor Novo L2. R$ 6x R$ 8 . Livro - As Meninas - Lygia Fagundes Telles Capa Dura. Usado - São Paulo. importantes de uma de suas narrativas, A Bolsa Amarela, que trata dos problemas domínio da literatura infantil, já que segundo a escritora, os generais não liam livros . Tal, as autoras Lygia Fagundes Telles, Cecília Meirelles, Rachel. A Bolsa amarela Lygia Bojunga Nunes Editora AGIR Rio de Janeiro Nota da orelha do livro Depois de Os Colegas e Anglica, cujas histrias giram em. Em A bolsa amarela, o terceiro livro da autora, publicado em , Tal como, as autoras Lygia Fagundes Telles, Cecília Meirelles, Rachel de Queiroz. Em A bolsa amarela, o terceiro livro da autora, publicado em , encontramos Tal como, as autoras Lygia Fagundes Telles, Cecília Meirelles, Rachel de.

Praticamente todos os nomes da literatura feminina se é que é possível distinguir a literatura produzida por homens da literatura produzida por mulheres surgiram nestes cem anos.

Graças ao caminho aberto por elas, muitas mulheres hoje podem escrever seus versos, seus sonhos e seus livros sem serem julgadas injustamente. Sua poesia é densamente feminina. Atualmente sua obra vem sendo revisitada graças à antologia poética publicada recentemente pela editora Companhia das Letras.

Produziu sempre literatura infantil. É um dos grandes nomes da literatura nacional. Escritora e jornalista. Nasceu na Ucrânia e veio para o Brasil ainda na infância. Morou durante muito tempo em Pernambuco. Também é conhecida por escrever pelo fluxo de consciência.

H e a coletânea de contos Laços de Família. Poeta, ficcionista, cronista e dramaturga brasileira.

Estava na vitrina, quase escondida debaixo de uma bandeja, lembra? Ela tomou entre as pontas dos dedos o fio de coral e balançou-o num movimento de rede. As alças eram cobrinhas se enroscando em folhas e cipós, umas cobrinhas com orelhas, fiquei apaixonada pelas cobrinhas. Nossos dólares estavam no fim, o pouco que restou só 8. O anjo vai correndo contar para Deus.

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Pois saiba o senhor que muito mais importante do que sermos amados é amar, ouviu bem? É o que nos distingue desse peso de papel que você vai fazer o favor de deixar em cima da mesa antes que quebre, sim? Levou-o ao ouvido, inclinou a cabeça e falou brandamente como se ouvisse o que foi dizendo: — Quando eu era criança, gostava de comer pasta de dente.

Ela riu. Ele riu também, mas logo ficou sério. Sentou-se diante dela, juntou as pernas e colocou o globo nos joelhos. Inclinou-se, bafejando sobre o globo. Voltada para a luz, ela enfiava uma agulha. Mordiscou de novo a linha e com um gesto incisivo foi aproximando a linha da agulha. Voltou-se satisfeita para a caixa de contas. Bafejou sobre elas. Suspirou gravemente. O futuro, Lorena, estou vendo o futuro!

Vejo você numa sala… é esta sala! Limpou a unha com a ponta da agulha. Riu, alisando as contas. Antes você achava. Vagarosamente ela foi recolhendo o fio. Deslizou as pontas dos dedos pelas contas maiores, alinhando-as. E depois, cai tudo dos seus bolsos, uma desordem. Ele recolocou o peso na mesa.

Encostou a cabeça na poltrona e ficou olhando para o teto. Um lustre divertido, cheio de pingentes de todas as cores, uns cristaizinhos balançando com o vento, blim-blim… Estava ao lado da gravura. Era um cortejo de bailarinos descalços carregando guirlandas de flores, como se estivessem indo para uma festa. Ou num coche? Luvas brancas e sapatinhos de fivela. Tudo nele era brilhante, novo, só as rosas estavam velhas. E fazia calor. O cigarro apagou-se entre seus dedos.

Ela levantou-se. Fechou o livro que estava lendo. Só que o biscoito acabou, posso arrumar umas torradas, bastante manteiga, bastante sal. Biscoitos para a linda Lorena. Ele foi ao quarto, abriu a bolsa e ficou olhando para o interior dela.

Lygia Bojunga Nunes - A Bolsa Amarela

Tirou o lenço manchado de ruge. Aspirou-lhe o perfume. Deixou cair o lenço na bolsa, colocou-a com cuidado no mesmo lugar e voltou para a sala. Pela porta entreaberta da cozinha pôde ouvir o jorro da torneira. Saiu pisando leve. No elevador, evitou o espelho. A adaga! Ele abriu a porta do elevador. O porteiro ouviu e foi-se afastando de costas. Teve um gesto de exagerada cordialidade.

Revista Crescer | Abraços Dobrados

Vai passear um pouco? Ele parou, olhou o homem. Baixou o tom de voz. Ele sabe muito bem que estou sozinho, ele sabe que sempre estou sozinho. Nada lhe escapava.

Chimamanda Ngozi Adichie

Ele deixou a pasta na cadeira e abriu o pacote de uvas roxas. Uma delícia. Com a ponta da língua pude sentir a semente apontando sob a polpa. Quando ele sorria ficava menino outra vez. Mostro depois. Era mentira. O bar da esquina era imundo e para ele o café fazia parte de um Dizia isso para me poupar, estava sempre querendo me poupar. E aquela cor nas pupilas. Ele tirou o paletó. Afrouxou a gravata.

Ele riu apalpando os bolsos do paletó até encontrar o cigarro. Nunca conseguimos um cacho maduro daquela parreira — disse amarfanhando com um gesto afetuoso o papel das uvas. Eram doces? Os braços musculosos de nadador. Os pelos dourados. Fiquei a olhar as abotoaduras que tinham sido do meu pai. Aproximei-me da janela.

O sopro do vento era ardente como se a casa estivesse no meio de um braseiro. Esfreguei nela o lenço, até quando, até quando?! Fecho os olhos. Os ventos! Imobilidade e vazio. Ela quer fazer aquela torta de nozes que você adora. Estou enorme. Agora a camisa se colava ao meu corpo. Das belas imagens. Com a maior facilidade me corrompia lustroso e gordo, o suor a escorrer pelo pescoço, pelos sovacos, pelo meio das pernas. Destapou a chaleira, espiou dentro. Ele aproximou-se.

Tirei as xícaras. Seu vestido branco se empapava do meu suor amarelo-verde mas ela Reservei para mim a que estava rachada. Ele tomou-a pela asa. Sua fisionomia se iluminou com a graça de um vitral varado pelo sol. Sobraram muitas ainda? Também os lençóis bordados, obriguei-o a aceitar tudo. Nunca, respondi. Moro só, gosto de tudo sem nenhum enfeite, quanto mais simples melhor. Tive que recorrer à violência.

Se você teimar em me deixar essas coisas, assim que você virar as costas jogo tudo na rua! Cheguei a agarrar uma jarra, No meio da rua! Por que você faz assim?! Leve tudo à Ofélia, presente meu. O pó de café foi se diluindo resistente, difícil. Depois, Ofélia. Para quando o filho? Enfiou a pilha na prateleira da estante e voltou-se para mim. Mas a fresta era estreita e ela mal conseguiu esconder a cabeça, ah, o mesmo humano desespero na procura de um abrigo. Senti-me infinitamente mais gordo.

Mais vil. Tive vontade de vomitar. Atraiu-me quase num abraço. Tomei de um só trago o café amargo. Uma gota de suor pingou no pires. Um casal amabilíssimo. Repeti a pergunta: — A surpresa! Quando chegou você disse que… — Ah! Se der certo, Rodolfo, se der certo! E se ele fosse morar longe? Precisava ficar por perto, sempre em redor, me olhando. Engatinhava ainda quando saía à minha procura, farejando meu rastro.

Voltou-se para a parede e ali ficou de braços cruzados, os ombros curvos. Ela beijou o broche. E o arame ficou sendo prata e o caco de garrafa ficou sendo esmeralda.

Foi o broche que lhe fechou a gola do vestido. Que surpresa era essa agora? O que é que eu devia decidir? Eu devia decidir, ele disse. Mas o quê? Quebrou a cinza do cigarro, soprou o pouco que lhe caiu na calça e inclinou-se para os biscoitos. Ele comia sequilhos quando entrei no quarto. Ao lado, a caneca de chocolate fumegante.

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Dei uma volta em redor dele. Veio me dizer que tem que ser agora. Dirigiu-se para a porta com uma firmeza que me espantou. Vi-o ensanguentado, a roupa em tiras. Você é menor, Eduardo, você vai apanhar feito cachorro! Ele abriu os braços. Quer que a turma me chame de covarde? Agora ela o carregava em prantos, tentando arrancar-lhe o canivete enterrado no peito até o cabo. O vendedor disse que vende demais.

A boca cheia de sequilhos e o suor escorrendo por todos os poros, escorrendo. Entrei no quarto dela. Estava deitada, bordando. Assim que me viu, sua fisionomia se confrangeu. Deixou o bordado e ficou balançando a cabeça.

Quer engordar mais ainda? Ela ficou me olhando. Parei de mastigar. Sorriu palidamente. Cravei o olhar no seu peito. Vamos, monta em mim. Ele obedeceu. Mas pesava como chumbo. O sol batia em cheio em nós enquanto o vento levantava as tiras da sua camisa rasgada. Vi nossa sombra no muro, as tiras se abrindo como asas. Encontrara o rascunho em cima da mesa.

Era o que me restara, escrever. Olhei para sua pasta na cadeira e adivinhei a surpresa. A dor era quase física.

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Olhei para ele. Você escreveu um É isso? Apenas um Saxofone Anoiteceu e faz frio. E a lesma ficaria irreconhecível como convém a uma lesma numa corola de quarenta e quatro anos. Quarenta e quatro anos e cinco meses, meu Jesus. Mais seis anos e terei meio século, tenho pensado muito nisso e sinto o próprio frio secular que vem do assoalho e se infiltra no tapete. Onde agora?

Podia mandar acender a lareira mas despedi o copeiro, a arrumadeira, o cozinheiro — despedi um por um, me deu um desespero e mandei a corja toda embora, rua, rua! Fiquei só. E eu mal tenho forças para acender o cigarro. É que fomos escurecendo juntas, a sala e eu. Uma sala de uma burrice atroz, afetada, pretensiosa. E sobretudo rica, exorbitando de riqueza, abri um saco de ouro para o decorador se esbaldar nele.

E se esbaldou mesmo, o viado. Assustou-se quando me viu, como se o tivesse apanhado em flagrante roubando um talher de prata. Aleijadinho, veja as bochechas! Bossa colonial de grande luxo. Acho que nunca bebi tanto como ultimamente e quando bebo assim fico sentimental, choro à toa. É claro.

Às vezes eu fechava os olhos e os sons eram como voz humana me chamando, me envolvendo, Luisiana, Luisiana! Que sons eram aqueles? E singelos como ondas se renovando no mar, aparentemente iguais, só aparentemente. Onde, onde? Olho meu retrato em cima da lareira. E o efebo de caracóis na testa me pintou toda de branco, uma Dama das Camélias voltando do campo, o vestido comprido, o pescoço comprido, tudo assim esgalgado e iluminado como se eu tivesse o próprio anjo tocheiro da escada aceso dentro de mim.

Queria dizer com isso que estava pintando minha alma. Concordei na hora, fiquei até comovida quando me vi de cabeleira elétrica e olhos vidrados.

Nasci naquela noite na praia e naquela noite recebi um nome que durou enquanto durou o amor. Mas por que Luisiana? De onde você tirou esse nome? Mas antes eu me importava e como. My Last Rose of Summer! E eu me fazia menininha e ria quando minha vontade mesmo era dizer-lhe que enfiasse a pérola no rabo e me deixasse em paz, Me deixa em paz!

Onde, meu Deus? Tenho também um diamante do tamanho de um ovo de pomba. Nem Alguém por acaso fica atento ao ato de respirar? Seus sapatos eram sujos, a camisa despencada, a cabeleira um ninho, mas o saxofone estava sempre meticulosamente limpo. Tinha também mania com os dentes que eram de uma brancura que nunca vi igual, quando ele ria eu parava de rir só para ficar olhando. Foi também a bandeira de paz que usou na nossa briga mais séria, quando quis que tivéssemos um filho.

O céu palpitava de estrelas e fazia calor. Perguntei-lhe se acreditava em Deus. Quando nos levantamos correu até a duna onde estavam nossas roupas, tirou a fralda que cobria o saxofone e trouxe-a delicadamente nas pontas dos dedos para me enxugar com ela.

Aí pegou o saxofone, sentou-se encaracolado e nu como um fauno menino e começou a improvisar bem baixinho, formando com o fervilhar das ondas uma melodia terna. Se você me ama você é capaz de ficar assim nu naquela duna e tocar, tocar o mais alto que puder até que venha a polícia? Minha companheira do curso de dança casou-se com o baterista de um Só vagabundos, só cafajestes!

Pulei gente e sentei-me na cama. A mulher chorava, chorava até que aos poucos o choro foi esmorecendo e de repente parou. Ele estava sentado na penumbra, tocando saxofone.

Nunca tinha ouvido nada parecido, nunca ninguém tinha tocado um instrumento assim. E tinha a infância, aqueles sons brilhantes falavam agora da infância, olha aí a infância! Em redor, os casais ouviam num silêncio fervoroso e suas carícias foram ficando mais profundas, mais verdadeiras porque a melodia também falava do sexo vivo e casto como um fruto que amadurece ao vento e ao sol.

E o saxofone. Contou-me que recebera o apartamento como herança de uma tia cartomante. Ele sorria. É o que eu sou. E ter um toca-discos de boa qualidade para ouvir Ravel e Debussy. E as sobrancelhas. Comecei a ficar irritadiça, inquieta, era como se tivesse medo de assumir a responsabilidade de tamanho amor. Queria vê-lo mais independente, mais ambicioso. Contudo, exigia. Tenho uma casa de campo, tenho um diamante do tamanho de um ovo de pomba… Eu pintava os olhos diante do espelho, tinha um compromisso, vivia cheia de compromissos, ia a uma boate com um banqueiro.

Enrodilhado na cama, ele tocava em surdina. Enxuguei-os na fralda do saxofone e fiquei olhando para minha boca. Desviei o olhar do espelho. Helga Ela era uma só. É bom dizer logo quem eu sou: Paulo Silva, brasileiro. De Hitler, é bom lembrar. Jugendhaus, era esse o nome dessas casas e pensar nelas me faz pensar em fonte e musgo. O aço das metralhadoras sem carga encostado no peito banhado de suor.

Mas é cedo. Por enquanto é preciso dizer como foi possível acontecer o que aconteceu. Nela fiz mais ou menos tudo o que os outros fizeram e até menos do que vi ser feito em matéria de luta ou crime. De resto, eu e meus camaradas de armas éramos parecidos, menos numa coisa: nunca consegui estabelecer um vínculo entre essa Pintava as do pé, economizando assim o esmalte que naquele tempo era raro como todo o resto, comida, roupa.

Unhas de um tom de rosa delicado, ela gostava das cores tímidas. Arranjei em seguida outros punhais e capacetes que vendia para jovens recrutas americanos que chegaram demasiado tarde e doidos por levarem qualquer suvenir desse tipo. O pequeno comércio de troféus ampliou-se para cigarros, chocolate, leite em pó e outras latarias, mas tudo muito reduzido.

Basta Sua beleza, foi sua beleza o que de início me impressionou. E depois, seu recato, sua doçura naquele mundo de fim do mundo. Foi o velho quem primeiro me falou da penicilina e do quanto um negócio desses poderia render. Também me lembro muito de um outro pormenor: a lata de leite tinha uma risonha vaquinha no rótulo e a outra tinha um rato negro, morto, dependurado pelo rabo por um longo fio.

Foi só numa segunda fase que relacionei a beleza de Helga com o desejo. Fora desse tipo de gente só os muito ricos podiam baixar uma perna igual. Imaginara-a plantada numa perna só, apoiada em muletas ou numa bengala, dando saltos penosos… E cheguei a dizer-lhe que num vestido de noite ninguém notaria a perna artificial. No dia seguinte era domingo e Helga concordou em sair comigo.

À noite — era uma noite estrelada — jantamos, ela, o pai e eu, uma lata de rosbife e outra de milho que desviara do meu comércio. Senti-me generoso, bom. Foi aí que o velho Wolf me falou da penicilina. Na cara devastada do farmacêutico vi como seus olhos azuis, iguais aos da filha, coruscavam de entusiasmo ao imaginar o negócio. A segunda dificuldade, a maior, era a mesma de qualquer negócio: o capital inicial. Com os ingleses, nem pensar. Pois sim.

Pedi pormenores e ele me falou num certo major-médico, chegamos até a procurar o homem mas ele fora transferido para Hamburgo. E o capital? Via o velho e via Helga, com ela também falava demais e de repente falei em casamento. Como é difícil reconstituir os acontecimentos! Mas ordenar os sentimentos é para mim totalmente impossível. E lembro muito do casamento.

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Paul Karsten cometeu seu crime de guerra, pessoal e por conta própria, mas fora do lugar e com a pessoa errada. Tinha os pensionistas e tinha os volantes, uma corja que entrava e saía palitando os dentes, coisa que nunca suportei na minha frente. Bom, mas eu dizia que no tal frege-mosca eu era volante.

Mas aquele saxofone era mesmo de entortar qualquer um. O que me punha doente era o jeito, um jeito assim triste como o diabo, acho que nunca mais vou ouvir ninguém tocar saxofone como aquele cara tocava. Mastiguei mais devagar. James meteu uma batata inteira na boca.

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